Aspectos Gerais

O município tem 101 Km² de área, cerca de 3.000 habitantes e está geograficamente encravado entre dois vales profundos dos rios Buratti e Antas, apresentando altitudes que oscilam entre 150 e 800 metros sobre o nível do mar.

Pelo Censo de 2010, o município conta, ao todo, com 965 domicílios, dos quais apenas 249 estão no pequeno núcleo urbano. Isso significa que mais de dois terços da população de Pinto Bandeira vivem na zona rural.

Com relevo muito variado marcado, ora por vales profundos de densa mata virgem e cursos d’água cristalina, com muitas cascatas, ora por encostas e locais mais planos repletos de pomares das mais variadas frutas onde merece destaque a uva, e o pêssego. Isso tudo conjugado com estações bem definidas oferece uma grande variedade de paisagens onde pode observar-se uma contínua conjugação de matizes, obra da interação entre natureza e trabalho humano.

O clima temperado oferece, durante o inverno, temperaturas bem baixas, próximo a zero graus sendo frequente a geada e a neblina que sobe pelos vales. É hora do agricultor desafiar o rigor do clima e podar os pomares e parreirais. Durante a primavera a natureza, parcialmente manipulada pelo homem, oferece uma exuberância e beleza incomuns pelo florescer dos pessegueiros e ameixeiras, o cantar dos passarinhos, aliado ao verde cheio de vida dos parreirais que brotam e acordam da dormência invernal, sob temperaturas amenas e agradáveis. O verão é a época das frutas que, amadurecendo, perfumam o ar com os mais variados aromas.

À medida que a colheita se aproxima um clima de festa invade o ar. Pequenos tratores percorrem os pomares e parreirais, caminhões carregados de uva e de frutas circulam nas estradas de toda a região levando o suado produto da terra às Vinícolas e Câmaras Frias do município. Com o fim da colheita chega o outono que também tem seus encantos com o amarelado das folhas dos parreirais, o vermelho das folhas dos caquis e a queda das folhas dos plátanos que transformam o chão num tapete colorido de folhas. E a natureza novamente volta ao seu ciclo de descanso.

Texto: Nestor Foresti

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